quarta-feira, 12 de maio de 2010

RaceTV - No Mundo do Lua #5 - Sua Excelência o Kart




Quem diria que um simples cortador de grama pudesse chegar a ter a importância que tem hoje como Veículo de Competição?


Dinheiro
Quem imaginaria as enormes quantidades de tecnologia e dinheiro envolvidas para fazer com que esse cortador de grama evoluído se tornasse em um quase clone da Fórmula 1?


Grid

Quem sonharia que um dia 90% dos grids das competições com Automóvel em todo o mundo seriam compostos por Pilotos formados por esses cortadores de grama de última geração?



Golf

Quem arriscaria essa metamorfose, ainda mais nos Estados Unidos, em um País onde abundam gramados particulares pedindo bom trato e onde perto de 150000 (é, o número é por aí mesmo) campos de Golfe exigem atenção constante para continuar fazendo a alegria de milhões de golfistas amadores e profissionais?



É verdade

É, falando assim fica até difícil convencer alguém a acreditar que essa história não é história e sim fato. O Kart nasceu da adaptação de um cortador de grama e rapidamente deixou de ser uma de brincadeira para se tornar no início fundamental de qualquer carreira no Automobilismo. Essa base indispensável sobre a qual carreiras de sucesso são construídas e da qual cada vez dependem mais. Por mais que se fale e elogie o Kart nunca é demais, ou melhor, nunca é suficiente. Porque o Kart traz arraigado nele o verdadeiro Espírito da Competição Automobilística e sempre que é disputado de maneira controlada e equilibrada, dando condições iguais a todos, promove o talento.

Talento que tira do perigo das ruas e das tentações das ruas todo jovem que tem energia de sobra. Talento que empurra para o degrau mais alto do pódio quem é equilibrado, consciente e sabe quanto vale um banho de champagne. Talento de quem tem noção de justiça.


O Kart acelera e reage como um carro de Fórmula e quando digo isto estou pensando até na Fórmula 1, sem medo de exagerar. O Kart abriu para muitos um mundo inteiro de oportunidades e sensações. E o Kart mantém essa porta aberta para quem quiser experimentar.


Mas tudo deve ser feito a seu tempo, no seu ritmo, com vontade e consciência. Porque antes da recompensa tem sempre um sacrifício que nem sempre todos estão em condições, disposição ou idade de fazer. Afinal de contas não é toda hora que o pessoal quer sair por aí cortando grama.


segunda-feira, 12 de abril de 2010

RaceTV - No Mundo do Lua #4 - Mandando uma mensagem







Ele é o 1º colocado em números de largadas em rallys (196), 1º também em pódios (97), 1º em pontos conquistados (1242), o 2o maior vencedor de especiais em Rally (756), o 3º colocado em número de vitórias (26) e o 4º em número de campeonatos mundiais vencidos (2). Apelidado de El Matador, o espanhol Carlos Sainz é ainda o primeiro piloto não Escandinavo ou Finlandês a ter vencido o Rally dos 1000 Lagos na Finlândia e o primeiro espanhol a vencer o Rally Dakar em 2010.

Palavra do Carlos Sainz

Mas ele não está aqui, hoje, por causa dos seus números e sim por causa de uma frase que costuma dizer para esclarecer o mundo das competições. “De tempos em tempos é precisa mandar uma mensagem” ensina Sainz (pronuncia-se ‘ssáinss’ para quem quiser dar uma de locutor) e arremata “para mostrar do que podemos”. Todos os números do primeiro parágrafo são as provas maiores de que ele mandou e continua mandando diversas mensagens,



Fórmula 1. O poder de reação

Um pouco de chuva aqui e ali, uma pitada de confusão e excesso de confiança sobre estratégia, algumas sensacionais ultrapassagens e eis que depois de um GP de estreia monótono no Bahrain a Fórmula 1 aproveitou dois finais de semana seguidos para mostrar o seu poder de reação.

E mostrar também a sua capacidade de entretenimento começando já a apresentar alguns roteiros alternativos para aumentar o interesse da sua história. É o efeito “argumento de novela” que exige que por melhor que seja a espinha dorsal do tema, a audiência se conquista é com as tramas paralelas.

É a F1 mandando a sua mensagem



Fórmula Indy. Qual santo faz mais milagre?

A festa principal dos Santos Pedro e Paulo foi mantida em Roma no dia 29 de junho desde o século terceiro ou quarto. Hoje em dia os dois apóstolos ocupam duas datas diferentes nas pistas das ruas de duas cidades para as quais emprestam os seus nomes. São Paulo e Saint Petersburg (traduzindo: cidade de São Pedro) mostraram duas provas diferentes entre si, mas típicas da F Indy com muitas ultrapassagens, muitas alternâncias de posições e emoção garantida (mais uma vez a chuva entrou como ingrediente indispensável) até o final. Em termos de espetáculo poderíamos até dizer que São Paulo se saiu um pouco melhor, mas que a participação de São Pedro garantindo a chuva foi a prova definitiva de que 29 de junho está bem representado com os dois lado a lado no seu dia. É mais uma mensagem bem mandada.



Vem pra Stock você também, vem

Começou a StockCar cheia de novidades e em duas corridas, com dois resultados diferentes mostrou que neste ano pode ser mais emocionante. O que foi melhor de ver ainda foi o grid espetacular (40 carros) da Copa Montana. e o início do Mini Challenge mostrando que as novidades, quando bem apresentadas, têm sucesso garantido. É o Automobilismo no Brasil mandando a sua mensagem.

terça-feira, 30 de março de 2010

RaceTV - No Mundo do Lua #3 - Opiniões Divididas





A beleza e o interesse de qualquer esporte estão exatamente na quantidade de diferentes opiniões que surgem. “Este é melhor do que aquele?” ”E quando chover?” “E se fosse em outro circuito, campo, quadra?” Está também na multiplicidade de resultados, na alternância de vencedores e nas batalhas que não se vêem pelas transmissões.

Automobilismo não é diferente e, pelo menos na questão de divisão de opiniões a temporada de 2010 começou muitíssimo bem.



Fórmula 1. Uma categoria monótona?



Sobre a F1 tem gente já achando (depois da sonolenta corrida do Bahrain) que todas as novidades apresentadas (novos pilotos, fim do reabastecimento, novos pneus) foram derrotadas por uma realidade que tornou a corrida uma procissão. A grande eficiência aerodinâmica dos carros impede que os que estão atrás cheguem suficientemente perto para passar. A culpa é dos engenheiros que fizeram carros similarmente eficientes? A culpa é dos computadores que nivelam as performances porque conseguem prever o resultado? Todos opinam e todos concordam que é preciso fazer alguma coisa. 1) Esperar o próximo GP para ver se a coisa muda? (algumas modificações em certas equipes e algumas proibições da FIA em outras) 2) Pedir para a Bridgestone fazer pneus mais extremos que obriguem a um maior número de paradas? (difícil pedir alguma coisa para alguém que já disse que no final do ano deixa a festa) ou 3) Obrigar a todos fazerem no mínimo duas paradas? (tinha gente que queria, mas nem todos concordaram). Só por essas alternativas fica decidido, então, que a F1 não é monótona. Combinado?



Fórmula Indy. Uma comparação indigesta?

Enquanto isso do lado de cá do Atlântico na nossa São Paulo em um circuito de rua ousado (e daí com os problemas que existiram, foram resolvidos e apontam para um futuro espetacular) a Formula Indy desfilou uma vitalidade competitiva de fazer inveja. Ultrapassagens de sobra, emoção até o final e a chegada de uma forte chuva (aliás, se pudesse colocar o item chuva em qualquer prova de automobilismo como fator surpresa qualquer espetáculo seria melhor) foram o melhor tempero para a s mais de 40 mil pessoas que estiveram no Circuito do Anhembi. Um Circuito que nasceu com estrela e em apenas uma corrida já é um clássico. Contribui e muito para o sucesso não apenas o empenho dos organizadores (Grupo Bandeirantes) e a parceria com a Prefeitura, mas também e principalmente a atitude da Formula Indy (Pilotos incluídos) que sabe do valor do espetáculo e está disposta a conquistar sempre mais seguidores. Mas não é só isso, já estão mexendo nos regulamentos e escolhendo um regulamento novo para 2012 com projetos de carros que pensam exatamente no show. Só por esses motivos fica decidido, então, que a F.Indy tem DNA da indústria cinematográfica de Hollywood. Combinado?

Bom para nós

Independentemente de qualquer coisa a situação está é muito boa para nós que gostamos de corridas. Só de imaginar o que é que pode acontecer no próximo final de semana e no próximo e no outro ainda, já nos faz esquecer daquilo tudo que passou. Exatamente quando esquecemos da dor, da coceira e do choro da dentição, assim que os incisivos aparecem prometendo um amplo futuro de dentadas bem aplicadas.