domingo, 2 de janeiro de 2011

2011 VW Dakar Amarok Logbuch #10


Sainz abre a contagem
A primeira etapa do Dakar 2011 teve de tudo. Começou em um percurso muito rápido,estradas abertas, recebeu uma chuva torrencial e ainda enfrentou as montanhas ao redor de Córdoba. Teve mais também, a forma impecável da dupla Carlos Sainz/Lucas Cruz do Race Touareg 3 #300. Uma dupla que desde que foi formada venceu todas as provas que disputou.
E esse terreno de hoje, típico de WRC (Mundial de Rally de Velocidade,  era um prato cheio para Sainz.

Um dia comprido
Comprido porque tinham chegado tarde de Buenos Aires em Victoria de onde saíram domingo cedo para fazer um deslocamento longo e entediante, principalmente para quem está querendo acelerar. Comprido porque a chuva que atingiu os líderes dos carros no meio da especial deixou tudo enlameado, fez aparecer rios de chuva na estrada e forçou os limpadores de pára-brisa ao seu extremo. Carlos Sainz  mesmo disse que “se não parasse de chover tão repente como começou, acho que ninguém teria limpadores funcionando até o final”  tal o esforço. E no final a especial ficou estreita com pedras nas bordas avisando que qualquer abuso seria duramente penalizado.

Uma missão cumprida
Em meio a “é só o primeiro dia”, “faltam ainda 14 dias”, “é muito cedo”, “os adversários estão por perto” se percebia uma satisfação pelo trabalho feito no projeto, execução e condução do Race Touareg 3. Afinal de contas 1m 31s de vantagem sobre Stephane Peterhansel, adversário de valor, é feito para ser comemorado sempre. Como também era motivo de orgulho para a Equipe Volkswagen ter colocado as duplas Nasser Al-Attiyah/Timo Gottschalk em 3º , Mark Miller/Ralph Pitchford em 4º (todos os dois mantiveram suas posições de largada)  e Giniel De Villiers/Dirk Von Ziztewitz em 5º lugar, subindo três posições em relação à sua ordem de largada. Entre os 10 primeiros, portanto: quatro Volkswagen, quatro BMW, um Hummer e um Mitsubishi Lancer, aquele dos brasileiros Guiga Spinelli/Youssef Haddad.

Motos, Quadris e Caminhões
As motos não pegaram chuva e mostraram quatro da marca KTM nos quatro primeiros lugares com vitória do português Ruben Faria. Entre os quadriciclos dois checos nos dois primeiros lugares e entre os caminhões uma possível baixa de um dos favoritos o holandês DeRooy que voltou a sentir  dores nas costas.

Um passeio de 800 km em 9h30m de Amarok  
Das quatro da manhã até o meio dia e meio as Amarok da Imprensa cruzaram tranquilamente as estradas argentinas forradas de torcedores. A chuva já as alcançou quando estavam paradas no bivaque, logo depois da chegada dos Race Touareg 3. Amanhã tem mais e essa é outra das boas notícias de hoje. 





Textobras
Carlos Lua direto de Córdoba



http://www.youtube.com/watch?v=YKGn2nb2LNM

sábado, 1 de janeiro de 2011

2011 VW Dakar Amarok Logbuch #09 Ano Novo, Dakar novo e a tradicional largada




Agora começou
Gente, gente e mais gente começou a se acomodar em torno do Obelisco da Avenida 9 de Julio em Buenos Aires já na hora do primeiro almoço do ano. Aliás, tinha gente desde o bairro de Palermo (de onde os carros saiam) ao longo do caminho até a rampa de largada localizada no Obelisco. E de lá gente, gente e mais gente até a saída para a auto-estrada que leva até Victoria.

Victoria>Córdoba
A primeira etapa começa amanhã partindo dessa cidade situada às margens do Rio Paraná e que é o centro da indústria pesqueira argentina. Veja os detalhes dela:
Motos e Quadriciclos – 566 km dos quais 192 km cronometrados
Carros e Caminhões – 566 km dos quais 222 km cronometrados
No início é uma especial muito rápida e que vai ficando mais e mais técnica conforme o terreno vai ficando montanhoso. Carros e Caminhões seguem em um roteiro paralelo para não ter que encontrar Motos e Quadriciclos pelo caminho. Uma bela decisão da Organização e a prova de que Buenos Aires em particular e a Argentina em geral têm perfil para esse tipo de evento.


VW Race Touareg 3 Na chuva de confetes na rampa Carlos Sainz


Robby Gordon - O pulo da laranja
Tempo bom, confetes, discursos e pulos
Foi um longo e variado desfile de todos os participantes (407 no total, finalmente) sob um sol forte, debaixo de um céu azul, tudo acompanhado ao vivo pela TV que espalhou câmaras por todos os lados. A dupla Carlos Sainz/Lucas Cruz do Race Touareg 3 #300 ainda teve direito a uma chuva de confetes de alumínio na sua hora. Depois foram entrevistados, fotografados, aplaudidos e finalmente se viram dentro da calma de seu carro. Começava finalmente para eles naquele momento (5:20 da tarde) o Dakar 2011. Para os que se seguiram (até oito da noite) a rampa ia servindo de palco para improvisações menores ou maiores como a de Robby Gordon que duplicou a dose (dois pulos) de 2010

Amarok em seu momento especial no Obelisco

Na passarela a Amarok
Entre as partidas variadas que tiveram como protagonistas Motos (todas 450 cc), Quadriciclos, um Mini (modelo Maxi, digamos), Buggys com apenas um lugar, carros já rodados, modelos inéditos, estréias importantes, caminhões grandes, caminhões maiores e a presença constante da Amarok um carro Oficial que se integrou de tal maneira à prova e ao seu espírito do Dakar que parece que foi projetado especialmente para ele.

¡Que venga El Dakar!
Aquela sensação geral que todos estavam cansados de festas e de esperar pelo começo da prova foi se desmanchando e sendo substituídos por uma adrenalina incitada pelas cores, sons, saltos e nomes. Nesta hora amanhã já os primeiros resultados vão contribuir mais um pouco para manter a todos hipnotizados até o próximo dia 16.




Textobras
Carlos Lua direto de Buenos Aires

Autódromo Interlagos - Quanto vale a Formula 1




Para quem?
Para os Pilotos vale o sonho que têm desde pequenos, para os Engenheiros as soluções que pensaram antes dos outros, para os Patrocinadores uma passarela onde mostrar produtos, idéias e serviços em uma vitrine de um bilhão de pessoas, para o nosso autódromo de Interlagos vale receber a homologação Grau A da FIA e a certeza que a cada ano se mantém nas condições idéias de segurança e competitividade.


Vale em dinheiro, poder ou sucesso?
Em todos os três quesitos, para as pessoas em geral, com certeza. Menos para o inventor dessa F1, ou melhor, para aquele que é a F1 em pessoa: Bernie Ecclestone. “Nunca fiz nada por dinheiro; dinheiro é um subproduto daquilo que faço, desde os meus primórdios. Eu já tinha um negócio de muito sucesso quando eu tinha 20 anos de idade O que me motivava naquele tempo era fazer bons negócios – não dinheiro. Dinheiro é conseqüência de bons negócios, isso as pessoas não entendem. Sucesso? Você consegue isso quando você realiza alguma coisa. Nâo ter sucesso significa não fazer nada – ficar deitado na cama o dia inteiro. Poder? O maior que existe é o da capacidade de fazer sempre melhor o trabalho para o qual fui designado.” Em resumo a F1 para ele vale um valor absoluto, entenderam?

Para vender ou para comprar?
É sempre a velha história se existe a vontade de vender é porque pode existir alguém com vontade de comprar. No caso da F1 essa é uma barraca que não existe em uma feira que não foi montada. Se quisessem vender não diriam e se alguém quisesse comprar não confessaria.

E Interlagos onde fica?
Como já disse antes fica sempre no estado da arte a cada ano que passa. Por isso é que monta o seu calendário de acordo com a F1. E enquanto a F1 não decide em que data faz o GP Brasil 2011, Interlagos fica esperando para montar o seu, o nosso Calendário. Que, se esse mesmo Calendário permitir, incluirá uma profunda reforma nos atuais boxes e Paddock. Uma reforma que não vai paralisar o Autódromo durante seis meses, que não vai virar as costas para provas regionais, que não vai alterar o traçado, que não vai sucumbir às especulações desvairadas e às fofocas maldosas, que não vai nunca esquecer de que no valor da F1 está incluído o valor de cada manifestação que Interlagos é capaz de sediar com o orgulho e a magia que tem.