segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

REPÓRTER EXPO: O Chicago Auto Show termina hoje e manda uma mensagem pra vocês



Os automóveis são, para muitos como nós, pura paixão e mesmo em constante aperfeiçoamento e mudanças deveriam continuar exercendo a mesma magia nos novos consumidores, só que os tempos mudaram e para que o feitiço possa funcionar de verdade precisa ser renovado nas novas gerações

Texto: Carlos Lua
Fotos: Chicago Auto Show

Circuitos, placas, chips, eletrônica, mecatrônica, touch screen são apenas alguns dos novos acessórios de um veículo. Ao lado das cores, da potência, do design vão moldando a personalidade de marcas e modelos em busca de novos consumidores. Exatamente daqueles que estão sendo amamentados e criados nesse mundo novo virtual.


O entusiasmo é grande por parte dos fabricantes de veículos que esperam que com a melhora da economia global passar dos 100 milhões de unidades de carros e comerciais leves já no final de 2018! Isso quer dizer que a moçada dos seus 16, 17 anos precisa ser inoculada desde já usando como armas o seu próprio meio ambiente de Apps, celulares, tabletes, computadores e mídias sociais.


Um típico veículo de hoje já tem mais de 50% de componentes eletroeletrônicos nos carros com motor a combustão e isso pula para 75% nos híbridos ou elétricos. Se começar a escrever aqui a lista de todos os sistemas controlados pelos computadores, atualmente, na hora que chegar ao final da lista ela já aumentou. Veja nessa ilustração abaixo (e no link clicando AQUI para ter uma ideia melhor do que eu estou falando) O panorama é muito mais amplo, complexo, surpreendente e já existente do que se pode imaginar.


Controles para o Motor (injeção, virabrequim, Liga-desliga, abertura das válvulas, Acelerador, desativação de cilindros para economizar combustível,), para o Motorista (sensor de alerta, detenção de pontos cegos, mudança de fixa, freio automático para pedestres, câmbio, luzes, sistema keyless) comunicação de voz e dados, sistema de navegação, posição do banco, direção assistida, ABS, cruise control, comandos de voz) para a Suspensão (monitoramento de pressão dos pneus, estabilidade lateral e direcional) e para o Meio Ambiente (supressão de ruídos do escape, freio regenerativo, controle de emissão, gerenciamento da bateria) e a lista não para de crescer. Como não param de crescer os Apps desenvolvidos a cada dia e que integram toda essa parafernália que está aí para melhorar a vida de todos.


Com o conjunto dos itens integrado, acessível e participativo através também do celular para garantir que a comunicação seja feita de forma fluida, segura e sem margem de erros. Basta não usá-lo quando dirige, lembrem-se. E fiquem atentos para a mensagem:


Até o ano que vem, então, Chicago! Já nós temos encontro marcado para o próximo dia 9 de março com o GIMS -  Geneva International Motor Show na sua edição 87. Outro enredo, outra direção, outra história original, mas sempre com o mesmo artista principal: os automóveis e suas variações.

REPÓRTER EXPO: Mulheres chegaram!


O Chicago Auto Show tem alguma coisa diferente para cada consumidor, na última quarta feira foi o dia das Mulheres. Um dia de programação, de mulheres para mulheres, dedicado a painéis de Marketing, Negócios, Startups e Estratégias Corporativas

Texto: Carlos Lua
Fotos: Chicago Auto Show


As Mulheres e os Carros têm uma relação no mínimo polêmica. Logo no início da era do Automóvel elas ainda foram incluídas como potenciais compradoras da invenção. A relação deturpou quando nos anos 60 até pouco caso começaram a fazer das volantes que nada mais podiam ser do que descuidadas motoristas enluvadas de suas crianças pequenas ou causadoras de acidentes. A coisa degringolou de vez com o uso do apelo sensual, sexista (ou mais) para vender carros ao então predominantemente mundo de compradores masculinos.


Daí para a aparentemente infindável era da “Folhinha de Borracharia” foi um passo curto e fácil, tanto que praticamente toda a cadeia de fabricantes de autopeças aderiu a esse meio de comunicação. Com menos ou mais bom gosto (muito menos do que mais) acabaram estereotipando a relação do sexo feminino com os automóveis e as marcas profundas ainda são visíveis. Nem mesmo ações como a do Calendário Pirelli (sempre revolucionário, deliberadamente provocativo, especialmente elegante e de declarada aspiração intelectual) sempre um dos mais esperados e concorridos acontecimentos do mundo da arte e da moda desde 1964, consegui fazer esquecer a imagem distorcida quanto a realidade atual. Basta ver esse “The Cal” de 2017 que fala da “Nudez da Emoção” e fotografa Nicole Kidman, Julianne Moore, Robin Wright, Uma Thurman, Penélope Cruz, entre outras, todas sem maquiagem ou retoques.


É que hoje em dia os fabricantes estão cientes da influência que as mulheres têm na hora da compra de um veículo. Como mostrou o painel realizado “What Drives Her” (“O que a motiva” em versão livre, já que o trocadilho em português “O que a guia” não funciona bem).  Nos Estados Unidos as mulheres controlam 51% da riqueza do país, e são responsáveis por entre 70% e 80% das decisões de gastos no lar, claro que achar uma nova maneira de envolver e honrar esses dados incontestáveis é a chave para o presente e para o futuro.  Prova o anúncio com a Serena Williams para o MINI que no ano passado convidava a todos a “Desafiar Rótulos” aqueles que procuram classificar os carros como mais masculinos ou femininos.


Esse ano o Chicago Auto Show a presença de mulheres visitantes chegou a praticamente 50% do público e o número vai continuar crescendo. Claro que achar a linguagem e o tom justo de se comunicar com elas é tarefa primordial, assim como é atentar para os dados de outras pesquisas (61% não falam ao celular enquanto guiam, 53% são mais corteses, etc) que as colocam sempre como o alvo principal para uma nova onda de ações a serem realizadas. Pensando sempre, é claro, em vender mais carros. Porque o dinheiro, esse sim, é unissex!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

REPÓRTER EXPO: Que a força esteja sempre com vocês


“Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante...” Exatamente 40 anos atrás em 25 de maio de 1977 esse texto de início dava vida à uma das mais influentes franquias que o cinema jamais criou. Recordista absoluto de público e renda, Star Wars ajuda a vender também carros da edição Rogue da Nissan

Texto: Carlos Lua
Fotos: Chicago Auto Show


Lá em cima, do stand da Nissan no Chicago Auto Show, impassível está uma Estrela da Morte inflável de 5 metros de diâmetro. Pairando sobre uma versão (não está à venda e nem estará) Nissan Rogue X-Wing, com direito até ao R2D2 encarapitado no teto que por sua vez frequentemente é cercado por Storm Troopers (no papel mais prosaico de Selfie Troopers), tudo para, como diria o Mestre Yoda “Na cabeça do consumidor fixar, marcas conceitos e produtos”.


A lealdade dos fãs de sempre protegida pelas descobertas das novas gerações (vocês lembrar que já comentei aqui sobre o esforço enorme de dar especial atenção ao comprador do futuro)  pelo jeito fez um efeito enorme. A popularidade atrai visitantes e gera vendas, tanto que o Nissan Rogue SV já vendeu muitas unidades para consumidores que nem se preocuparam em fazer test drive no carro.


Todos, nos corredores do Salão, falam em “não ir embora antes de visitar a Estrela da Morte” como não é incomum o stand receber visita de muitos fantasiados de casais de Storm Troopers, acompanhados por seus mini Dart Vaders. Todos interessados no 2017 Nissan Rogue Sport que é um SUV para competir com Ford Escape, Honda CR-V, Hyundai Tucson e o Toyota RAV4. Equipado com um motor 4 cilindros  2.0 de 141 HP e câmbio CVT, com tração simples ou 4x4 conforme a versão.


Totalmente equipado como futuristicamente não poderia deixar de ser com rádio via satélite, sistema de navegação, USB, bancos e volante aquecidos, estofamento de couro, comandos por reconhecimento de voz  e ar condicionado dual-zone. E tem mais: câmera externa de 360º, alarme para pontos cegos, alerta de tráfego, frenagem de emergência com detenção de pedestres e airbags na frente e nas laterais.


Uma vez no stand, além dos carros, os visitantes têm acesso à “Experiência do Espelho Digital" onde, de dois em dois, podem ser transformados em Storm Troopers ou robôs inspirados no Nissan Rogue. E deixando de lado a realidade virtual para voltar à realidade real, tem uma exposição de Modelos em escala dos caças dos filmes.


Ah! E tem mais uma surpresa (“Eu acho de vocês essa falta de fé perturbadora” diria o Mestre Yoda de novo)  quem comprar o Nissan Rogue 2017 leva uma exclusiva replica de edição limitada do capacete dos Death Troopers!


Que a força esteja conosco e até amanhã: Dia das Mulheres no Chicago Auto Show.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

REPÓRTER EXPO: “My kind of town, Chicago is”


Frank Sinatra gravou essa música  de Jimmy Van Heusen com letra de Sammy Cahn em 1964 e desde então é praticamente um hino da cidade. “Meu tipo de cidade, Chicago é” foi inclusive cantada por ele na sua última apresentação pública em 1995

Texto: Carlos Lua
Fotos: Chicago Auto Show


Pergunte por aí e você vai ver que Chicago como cidade, tem uma legião enorme de fãs e uma quantidade maior ainda de motivos para tal. De econômicos a culturais até esportivos e arquitetônicos a apelidada “Windy City” (às margens do Lago Michigan, o único dos Cinco Grandes Lagos que fica totalmente dentro do território dos Estados Unidos) é especial.


Se você fizer outra enquete, essa sobre o Chicago Auto Show, e perguntar para jornalistas especializados, ou simplesmente olhar para os grandes lançamentos que aconteceram lá este ano, muita gente vai dizer que é fraco. “É que ele fica espremido entre os Auto Shows de Detroit e de New York” dizem “que é onde os grandes lançamentos são feitos, em Chicago é mais sobre edições especiais”.


Mas o Chicago Auto Show continua sendo muitíssimo importante porque tem um apelo muito grande junto ao público, exatamente aquele que interessa o que realmente compra carros! É que com o enorme espaço que tem à disposição e com o maior tráfego de pessoas que sempre traz, garante que mais pessoas entrem, sentem nos carros e comecem a se entusiasmar. É um Auto Show que garante mais “sentadas”   de pessoas interessadas.


E temos ainda os números frios que comprovam isso, já que mais de 65% dos visitantes pretende comprar um carro novo nos próximos 12 meses! Foi assim que apareceram por lá este ano


A Nissan com seis modelos da Edição Midnight (preto, branco, cinza e vermelho em diferentes quantidades), a Mitsubishi com a linha Outlander Sport Limited Edition, a Infiniti com dois modelos da Edição Signature com os acessórios “mais desejados” como rodas de 22 polegadas, interior em couro bege e  mais uma porção de itens de segurança que inclui até detenção de pedestres.


Sem esquecer da Toyota com acabamento TRD Sport para a Sequoia e a Tundra (modelo de ciclo intermediário) no acabamento com uma nova grade e na mecânica com amortecedores Bilstein, rodas de 20 polegadas, barras estabilizadoras e um jeitão inteiro mais esportivo.


É assim que segue forte o Chicago Auto Show, como diria Frank Sinatra, “My kind of show, Chicago is” e amanhã tem mais.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

REPÓRTER EXPO: Combustível para a Imaginação



O carpinteiro dinamarquês Ole Kirk Christiansen fazia brinquedos de madeira de 1932 até 1947

Texto: Carlos Lua
Fotos: Chicago Auto Show

Foi quando resolveu fazer  brinquedos de plástico também e chamar a sua companhia de “Lego”, resultado de juntar duas palavras dinamarquesas “leg godt” que quer dizer mais ou menos brincar bem. Desde 1949 começou a fazer a primeira versão dos bloquinhos interligados.


Desde esse dia começou a se formar uma subcultura toda especial baseada na imaginação. Filmes, jogos, competições, parques temáticos vão se multiplicando sem parar como se multiplica o que pode ser criado com os bloquinhos dos quais mais de 700 bilhões de unidades foram já produzidas. Fazendo da marca (segundo estudo da Brand Finance) a mais poderosa do mundo, maior até do que a da Ferrar.


Não é de se estranha que nesse Chicago Auto Show de 2017, duas montadoras se apoiam exatamente na magia da Lego para comunicar seus feitos no mercado de automóveis; Chevrolet e Volkswagen, cada uma usando a própria fantasia e nos levando à reflexão sobre todo o setor.


Lego® Batmobile da Chevrolet: Sem nem precisar seguir sinal nenhum da bat-caverna lá está a versão em tamanho natural (350,000 bloquinhos usados)  o Speedwagon que aparece no filme da Warner. “The LEGO® Batman Movie” que estreou um dia antes do início do Chicago Auto Show vai além da luta para salvar a Gotham City do Coringa, é também a luta para conquistar os jovens que ultimamente têm se interessado menos por automóveis e mais por computadores. Os compradores do futuro não podem ser esquecidos!


Construído com exatos 344.187 bloquinhos de 17 cores diferentes demorou 222 horas para ser projetado, 1833 horas para ser montado e vai ser impossível esquecer.

Já a Volkswagen chega com mais de 20.000 bloquinhos de Lego para acompanhar o seu lançamento Atlas, um SUV de 7 lugares que vai estar à venda na Primavera do Hemisfério Norte. Na verdade é um grande diorama (um metro por 60 centímetros) com os modelos do Atlas e da famosa Kombi tendo como fundo uma cidade com ruas, prédios, casas e natureza, tudo em bloquinhos Lego.


É a “Jornada Volkswagen” que mostra o atlas como a evolução da icônica Kombi, nessa representação curta e sentimental que vai falar diretamente aos compradores atuais sem, de novo, esquecer dos  jovens consumidores de amanhã.


Assim é que os mais velhos ficam com o Atlas SUV para 7 passageiros com motores 2.0 turbo de 2338 HP ou 3.6 V6 com 280HP, com câmbios automático de 8 marchas, tração dianteira nos motores 2.o e 4x4 nos v6, com Apple CarPlay, Android Auto, cruise control inteligente, sistema de som de primeiríssima linha, freios autônomos de emergência, monitoramento de pontos cegos, park assistance e um pacote completo de airbags.


Os mais jovens (e os mais velhos também, como não) podem optar por levar a tradicional Kombi ano 1972 em Lego, são 1334 bloquinhos com 30 cm de comprimento e um acabamento de fazer inveja e de deixar muito pouco para a imaginação.

Até amanhã com uma análise do que representa o Chicago Auto Show para a indústria.